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🤖 Os robôs são excelentes em tudo que fazem, mas não sentem o arrepio humano

  • Foto do escritor: Imóveis - SP
    Imóveis - SP
  • 26 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 5 de nov. de 2025



Eles operam com precisão milimétrica, aprendem com velocidade impressionante, executam tarefas complexas sem hesitar. Robôs são excelentes — incansáveis, lógicos, eficientes. Mas há uma fronteira que não cruzam: o arrepio humano.

Não é apenas sobre pele eriçada. É sobre o instante em que algo nos atravessa — uma lembrança, uma música, uma emoção inesperada. O arrepio é o corpo reagindo ao invisível. É o sinal de que estamos vivos, vulneráveis, tocados.

A perfeição que não sente

Robôs não se distraem, não se cansam, não se emocionam. Eles vencem partidas de xadrez, pilotam aviões, fazem diagnósticos médicos. Mas não tremem diante de uma poesia, nem se arrepiam com o reencontro de um amor antigo.

Essa ausência de sensibilidade não é falha — é característica. Eles foram feitos para funcionar, não para sentir. E talvez seja aí que mora a diferença mais profunda entre nós e eles.

O arrepio como privilégio

Sentir é caótico. O arrepio não segue lógica, não obedece comandos. Ele surge — às vezes sem aviso — e nos lembra que somos mais do que carne e osso. Somos memória, desejo, afeto. Somos humanos.

Enquanto os robôs brilham na execução, nós brilhamos na emoção. O arrepio é nosso privilégio. É o que nos conecta ao que não pode ser medido: beleza, saudade, transcendência.

Convivência entre mundos

Não se trata de competir. Robôs e humanos não disputam o mesmo território. Eles nos ajudam, nos complementam, nos desafiam. Mas não nos substituem.

Porque por mais que dominemos o mundo das máquinas, há um universo que permanece exclusivamente nosso — o universo do arrepio, da lágrima inesperada, do frio na barriga.

Em vez de temer os robôs ou tentar imitá-los, talvez devêssemos aprender a conviver. Deixar que eles façam o que fazem melhor — e valorizar o que só nós podemos fazer: sentir, imaginar, arrepiar.

Porque no fim das contas, um robô pode escrever uma sinfonia. Mas só um humano pode se arrepiar ao ouvi-la.

E isso, por enquanto, nenhum robô consegue replicar.

 
 
 

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